Dr. José Victor Afonso Freire (CRM-MG 82737 / RQE 62058) atua em Montes Claros, MG, oferecendo atendimento especializado em ginecologia e cirurgia minimamente invasiva, pautado pelas diretrizes clínicas nacionais e internacionais vigentes.
Cirurgia vaginal é o conjunto de procedimentos ginecológicos realizados inteiramente pelo canal vaginal, sem incisão na parede abdominal. Em Montes Claros, é a via de atuação principal do Dr. José Victor Afonso Freire (CRM-MG 82737, RQE 62058), aplicada à correção de prolapsos, à incontinência urinária de esforço, à histerectomia e às cirurgias do colo uterino, com menos dor e recuperação mais curta do que a via abdominal.
Por que a via vaginal
A via vaginal usa um acesso natural. Não há corte na parede do abdome, o que muda três coisas de forma concreta:
- menos dor no pós-operatório, porque não há secção de músculo e aponeurose abdominal;
- internação mais curta, em geral 24 a 48 horas;
- nenhuma cicatriz externa, e menor risco de hérnia incisional e de aderências abdominais.
O termo minimalista descreve a filosofia: usar o menor acesso que resolve o problema, preservando o que pode ser preservado, em vez de ampliar a cirurgia por precaução.
Procedimentos realizados por via vaginal
| Procedimento | O que trata |
|---|---|
| Colporrafia anterior | Cistocele ou queda da bexiga |
| Colporrafia posterior e perineoplastia | Retocele e frouxidão do corpo perineal |
| Fixação ao ligamento sacroespinhoso | Prolapso apical e de cúpula vaginal |
| Histerectomia vaginal | Retirada do útero, isolada ou junto à correção do prolapso |
| Sling suburetral | Incontinência urinária de esforço |
| Conização e CAF | Lesões intraepiteliais do colo uterino |
| Colpocleise | Prolapso avançado em pacientes selecionadas |
| Ninfoplastia | Hipertrofia dos pequenos lábios com queixa funcional |
Quando a via vaginal não é a escolha certa
A preferência pela via vaginal não é dogma. Ela deixa de ser indicada quando:
- o útero é muito volumoso ou pouco móvel;
- há suspeita de doença anexial que exija inspeção da cavidade abdominal;
- existem aderências extensas de cirurgias prévias;
- a vagina é estreita a ponto de comprometer a exposição cirúrgica;
- a doença exige acesso amplo que a via vaginal não oferece.
Nesses casos, a via abdominal é a escolha tecnicamente correta, e insistir na vaginal seria trocar segurança por estética.
Anestesia e tempo cirúrgico
A maior parte dos procedimentos é feita sob raquianestesia, com sedação. O tempo operatório varia de 30 minutos, em procedimentos isolados como o sling, a cerca de 2 horas em correções combinadas de múltiplos compartimentos. Quando há mais de um problema, como prolapso anterior, posterior e incontinência, as correções costumam ser feitas no mesmo tempo cirúrgico, o que evita submeter a paciente a duas anestesias e dois períodos de recuperação.
Recuperação
Internação de 24 a 48 horas na maioria dos casos. Nos primeiros dias é esperado desconforto perineal, sangramento vaginal discreto e ardência ao urinar. Atividades leves em 7 a 14 dias. Abstinência sexual, restrição de peso e de exercício de impacto por 40 a 60 dias, tempo necessário para a cicatrização das estruturas de suporte. Caminhada leve é liberada precocemente e é desejável para prevenção de trombose.
Riscos
Como toda cirurgia, a via vaginal tem riscos, que variam conforme o procedimento: sangramento, hematoma, infecção da ferida ou urinária, retenção urinária transitória, lesão de bexiga, ureter ou reto, dispareunia por estreitamento do introito, recidiva do prolapso e tromboembolismo venoso. A ausência de corte abdominal reduz alguns riscos, mas não elimina os demais. O consentimento informado detalha os riscos específicos do procedimento indicado para cada paciente.