Dr. José Victor Afonso Freire (CRM-MG 82737, RQE 62058) realiza histerectomia em Montes Claros, MG, por via vaginal ou abdominal, com a escolha definida pelo volume uterino, pela mobilidade do útero e pela doença de base, em conformidade com as diretrizes clínicas vigentes.
Histerectomia é a retirada cirúrgica do útero, indicada principalmente para miomatose sintomática, adenomiose, sangramento uterino refratário ao tratamento clínico e algumas lesões pré-malignas. Em Montes Claros, o procedimento é realizado pelo Dr. José Victor Afonso Freire (CRM-MG 82737, RQE 62058) por via vaginal ou abdominal, com a escolha definida pelo volume uterino, pela mobilidade do útero e pela doença de base.
Quando a histerectomia é indicada
- miomatose uterina com sangramento intenso, anemia, dor ou compressão de bexiga e intestino, sem resposta ao tratamento clínico;
- adenomiose sintomática com dismenorreia e sangramento importantes;
- sangramento uterino anormal refratário a tratamento medicamentoso e a procedimentos conservadores;
- prolapso uterino sintomático, geralmente associado à correção do assoalho pélvico;
- hiperplasia endometrial atípica;
- algumas lesões do colo uterino, conforme estadiamento e avaliação individual.
A histerectomia é definitiva e elimina a possibilidade de gestação. Por isso, em mulheres com desejo reprodutivo, as alternativas que preservam o útero, como miomectomia, ablação endometrial, DIU hormonal e embolização, são discutidas antes.
As duas vias
Histerectomia vaginal
Realizada inteiramente pelo canal vaginal, sem incisão abdominal. É a via preferida quando o útero tem volume e mobilidade compatíveis e quando não há suspeita de doença anexial ou aderências extensas. Vantagens: ausência de cicatriz externa, menos dor no pós-operatório, internação mais curta e retorno mais rápido às atividades. É também a via natural quando a histerectomia acompanha a correção de prolapso.
Histerectomia abdominal
Realizada por incisão na parede abdominal, transversa ou mediana. Indicada quando o útero é muito volumoso, quando há aderências extensas de cirurgias prévias, quando é necessária inspeção ampla da cavidade ou quando a doença exige acesso que a via vaginal não oferece. Vantagem: acesso amplo e controle direto em situações anatomicamente desfavoráveis. Custo: mais dor no pós-operatório, internação mais longa e recuperação mais lenta.
A decisão entre as duas vias é técnica, e é explicada à paciente antes da cirurgia, com os motivos que sustentam a escolha.
Total, subtotal e com anexectomia
- Histerectomia total, retirada do corpo e do colo do útero, a forma mais realizada;
- Histerectomia subtotal, que preserva o colo uterino e exige manutenção do rastreamento com colpocitologia;
- Com anexectomia, retirada concomitante das tubas e dos ovários, decisão que não é automática e considera idade, risco oncológico e histórico familiar, sendo que em mulheres na pré-menopausa preservar os ovários evita a menopausa cirúrgica;
- Com salpingectomia, retirada apenas das tubas, prática adotada por reduzir risco de câncer de ovário de origem tubária, preservando a função ovariana.
Como é a cirurgia
Realizada sob raquianestesia ou anestesia geral. O tempo operatório varia, em média, entre 60 e 120 minutos, conforme a via e a complexidade. Profilaxia antibiótica e profilaxia de tromboembolismo venoso são usadas conforme a estratificação de risco individual. A peça cirúrgica é enviada para análise anatomopatológica em todos os casos.
Recuperação
| Etapa | Via vaginal | Via abdominal |
|---|---|---|
| Internação | 24 a 48 horas | 48 a 72 horas |
| Atividades leves | 7 a 14 dias | 14 a 21 dias |
| Esforço, peso e exercício | liberado em 40 a 60 dias | liberado em 60 dias |
| Relação sexual | após 40 a 60 dias | após 40 a 60 dias |
Sangramento vaginal discreto por até duas semanas é esperado nas duas vias. O retorno ao trabalho depende da atividade exercida e é definido na consulta de revisão.
O que muda no corpo depois
A menstruação cessa definitivamente. Quando os ovários são preservados, a produção hormonal continua e não há menopausa cirúrgica, e a mulher entrará na menopausa na idade que entraria de qualquer forma, apenas sem o sangramento como marcador. A retirada do útero não causa, por si, ganho de peso, perda de libido ou alteração da identidade sexual. Alterações relatadas nesse sentido costumam ter outras causas, que merecem ser investigadas em vez de atribuídas à cirurgia. Se o colo uterino foi preservado, o rastreamento com colpocitologia continua sendo necessário.
Riscos e complicações
- sangramento intraoperatório, eventualmente com necessidade de transfusão;
- infecção da cúpula vaginal, da ferida operatória ou do trato urinário;
- lesão de bexiga, ureter ou intestino, pouco frequente e mais provável em cirurgias com aderências;
- hematoma pélvico;
- tromboembolismo venoso, com risco reduzido pela profilaxia;
- deiscência de cúpula vaginal, rara, geralmente associada a esforço ou relação sexual precoce;
- necessidade de conversão da via vaginal para abdominal durante o procedimento, quando o acesso se mostra insuficiente;
- complicações anestésicas.
Não há promessa de resultado. Os riscos são discutidos individualmente antes da assinatura do consentimento informado.